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TANIBUCA, CUIARANA (Buchenavia parvifolia)

Nome comercial

Tanibuca, Cuiarana

Nome científico (autor)

Buchenavia parvifolia Ducke.

Família

Combretaceae

Nomes comuns

amarelinho, cuiarana-de-caroço, imbiridiba, ipê-do-brejo, ipê-verde, jundiaí-preto, loirinho, merindiba-bagre, pequi, periquiteira, piá-banha, piá-banheira, piquiá, piúna, tanibuca, tanibuca-preta, timburivá (Brasil); Verdolago amarillo (Bolivia); guayabon, guayabillo, yuyun (Ecuador); alasoabo, cokerwood, naharu, coffee mortar, fukadi, simia chimi (Guyana); anangossi, angouchy (French Guiana); amarillo (Panama); palo amarillo, amarillo (Paraguay); rifari, chamisa, yacushapana (Peru); guayabo, pata de dando amarillo (Venezuela); nargusta (Honduras); bosamandel (Suriname); guyabi amarillo (Uruguay).

DESCRIÇÃO DA ÁRVORE

Descrição botânica

Árvores grande com uma copa moderadamente esparsa que alcança posição de dossel superior ou emergente nas florestas primárias. Seu tronco é grandemente sapopemado e canelado. Sua casca é fina, úmida quando cortada; a casca interna é amarelada e escurece quando exposta ao ar. As folhas são simples, alternadas, e tendem a agrupar-se nas extremidades dos galhos pequenos. O fruto é uma drupa oblonga e elipsoide.

Habitat natural

Floresta Estacional Semidecidual Submontana, formando dossel superior.

Usos locais da madeira

Em construção civil como vigas, caibros, ripas, marcos ou batentes de portas e janelas, tacos e tábuas para assoalhos; dormentes, cruzetas, cabos de ferramentas, embalagens pesadas.

  • Fotos de Flores ou Frutos

IDENTIFICAÇÃO DA MADEIRA

Descrição anatômica da madeira (macro e micro)

Parênquima axial pouco abundante, pouco notado a olho nu, aliforme predominante, com expansões curtas, às vezes formando confluências oblíquas; ocorre ainda o difuso e o marginal com 1 a 2 células de largura; seriado, com 3 a 8 células por série; sílica em forma de agregados presentes. Poros/Vasos pouco visíveis a olho nu, realçados devido ao parênquima; distribuição difusa, ligeiramente ovalados; solitários em maioria (70%) e geminados, ocorrendo múltiplos de 3 a 4, ocasionalmente até 5; médios em maioria; poucos a numerosos, 4 a 20, sendo a maioria de 6 a 10 (75%) poros por mm2; placa de perfuração simples; área de perfuração inclinada; pontuações intervasculares de 8 a 12 μm de diâmetro, alternas; elementos vasculares curtos e longos, sendo a maioria de 500 a 750 μm (73%), ocasionalmente até 950 μm de comprimento, linhas vasculares largas, profundas, pouco destacadas mesmo sendo envolvidas pelo parênquima. Raios no topo, muito finos, muito numerosos, visíveis só sob lente; na face tangencial, pouco visíveis mesmo sob lente, irregularmente dispostos; na face radial o espelhado dos raios é pouco contrastado; heterogêneos, constituídos de células procumbentes e quadradas, exclusivamente unisseriados; extremamente baixos, 150 a 600 μm (98%), raramente até 630 μm de altura; pouco numerosos a muito numerosos, 5 a 12 raios por mm; pontuações radiovasculares semelhantes às intervasculares; ocorram cristais romboidais e óleo-resina. Fibras estreitas, com paredes espessas (80%) e menos frequentes, muito espessas (15%) e delgadas (5%); pontuações simples. Camadas de crescimento aparentemente delimitadas pelas linhas do parênquima marginal.

Bibliografia especializada (Deste ítem)
  • 477 - http://www.refrima.com/pag/tanibuca.html. Acesso 14/07/2014.

DISPONIBILIDADE

Situação CITES sobre a proteção

Unrestricted

DESCRIÇÃO GERAL DA MADEIRA

Odor ou Cheiro

Imperceptível

Cor

Marrom claro, marro oliva ou escuro.

Grã

Direita

Brilho

Brilho moderado

DURABILIDADE NATURAL

A madeira de TANIBUCA, segundo observações práticas a respeito de sua utilização, em condições adversas, é considerada de resistência moderada ao ataque de organismos xilófagos.

Indice de durabilidade natural

4

Tratamento preservativo

Irregular

Bibliografia especializada (Deste ítem)
  • 463 - Madeiras da Amazônia: características e utilização. Vol.1. Floresta Nacional de Tapajós

PROPRIEDADES FÍSICAS DA MADEIRA

Densidade básica (Peso seco/Volume saturado) (g/cm³)

0.78

Densidade seca ao ar 12% (g/cm³)

0.97

Contração Tangencial Normal (Saturado até 12%) (%)

4.7

Contração Tangencial Total (Saturado até peso seco) (%)

8.3

Contração Radial Normal (Saturado até 12%) (%)

3.5

Contração Radial Total (Saturado até peso seco) (%)

6.1

Defeitos causados pela secagem

A incidência de empenamentos pode ser alta, com distorções acentuadas; e moderada incidência de rachaduras (de topo e de superfície). Condições severas de secagem podem ocasionar rachaduras internas. (500)

Programa de secagem recomendável

Pode ser considerada como de secagem difícil a moderada. É sugerido um programa com Ti = 40°C, Tf = 65°C, e PS = 2,2 (500).

Estabilidade dimensional (Contração Tangencial Total %/Contração Radial Total %)

1.4

Bibliografia especializada (Deste ítem)
  • 507 - Anatomia comparada do lenho de 64 espécies arbóreas de ocorrência natural na floresta tropical Amazônica no estado do Pará.

PROPRIEDADES QUÍMICAS DA MADEIRA

PROPRIEDADES MECÂNICAS DA MADEIRA

Resistência a flexão a 12% (Módulo de ruptura) (kgf/cm²)

1407

Flexão Estática a 12% (Módulo de elasticidade) (kgf/cm²)

140028

Resistência a compressão paralela as fibras a 12% (kgf/cm²)

763

Resistência a compressão perpendicular as fibras a 12% (kgf/cm²)

176

Cisalhamento radial a 12% (kgf/cm²)

163

Resistência a rachadura a 12% (kgf/m)

189

Dureza Janka a 12% (perpendicular) (kgf)

1384

Dureza Janka a 12% (paralela) (kgf)

1277

Resistência a estração de pregos (lado) (kgf)

194

Resistência a extração de pregos (no topo) (kgf)

174

Bibliografia especializada (Deste ítem)
  • 507 - Anatomia comparada do lenho de 64 espécies arbóreas de ocorrência natural na floresta tropical Amazônica no estado do Pará.

TRABALHABILIDADE

Serrar ou Cortar

Difícil

Desdobro da tora em faqueadeira para lâminas

Bom

Desgaste de ferramentas

Relativamente alta

Aplainamento

Acabamento superficial bom

Torneamento

147

Furação

Acabamento superficial excelente

Comportamento na aplicação de pregos

Bom, quando pré furado

Lixamento

Acabamento superficial excelente

Espécies alternativas

Na região Amazônica, as diferentes espécies do gênero Buchenavia são indistintamente denominadas de Cuiarana ou Tanibuca. Menos comuns são os nomes Mirindiba e Periquiteira. 

Bibliografia especializada (Deste ítem)
  • 483 - Tanibuca
  • 507 - Anatomia comparada do lenho de 64 espécies arbóreas de ocorrência natural na floresta tropical Amazônica no estado do Pará.

USOS FINAIS RELATADOS

USOS FINAIS (RESUMO)

EXTERIOR, Ripas para cercas, Postes para cercas, Cruzetas, Dormentes, CASAS, Vigas, Vigotas, Tábuas, Pisos, Degraus de escada, Painéis, MÓVEIS GABINETES, Móveis comuns, CHAPAS, Lâminas decorativas, Lâminas de origem rotativa, PEÇAS TORNEADAS, Cabo de faca, Formas para sapato, FERRAMENTAS, Cabos de ferramentas, Cabos de instrumentos agrícolas, PALETES PARA EMBALAGENS, Caixotaria pesada, CAIXA GRANDE OU CONTAINER, Tábuas para barris, Caixotaria para produtos químicos, Carroceria de caminhão, Pisos para assoalho de trem

EXTERIOR
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Ripas para cercas
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Postes para cercas
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Cruzetas
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Dormentes
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
CASAS
  • 454 - Fichas de Características das Madeiras Brasileiras
Vigas
  • 454 - Fichas de Características das Madeiras Brasileiras
Vigotas
  • 454 - Fichas de Características das Madeiras Brasileiras
Tábuas
  • 454 - Fichas de Características das Madeiras Brasileiras
Pisos
  • 454 - Fichas de Características das Madeiras Brasileiras
Degraus de escada
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Painéis
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
MÓVEIS GABINETES
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Móveis comuns
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Lâminas decorativas
  • 454 - Fichas de Características das Madeiras Brasileiras
Lâminas de origem rotativa
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Torneamento
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Cabo de faca
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Formas de sapateiro
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
FERRAMENTAS
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Mangos herramientas
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Cabos de instrumentos agrícolas
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
PALETES PARA EMBALAGENS
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Caixotaria pesada
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
CAIXA GRANDE OU CONTAINER
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Tanoaria
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Chemical Storage
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Carroceria de caminhão
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras
Pisos para assoalho de trem
  • 147 - Manual de Identificação das Principais madeiras Comerciais Brasileiras

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